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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mudando o endereço MAC da placa de rede

O MAC é o endereço responsável pela identificação de placas de rede. Teoricamente, cada placa de rede no mundo possui um endereço próprio e único de MAC. Porém, existem algumas situações nas quais precisamos modificar este endereço, ou temporariamente adotarmos o endereço de outras interfaces de rede. Este pequeno guia ensinará de forma simples e direta como modificar temporariamente o endereço MAC de uma dada interface de rede. O tutorial se aplica a máquinas que estejam executando Linux. Caso deseje voltar a utilizar o MAC original da placa, basta reiniciar a interface de rede ou reiniciar o computador.

Alguns provedores obrigam que o cliente só utilize um MAC específico para acessar a Internet, de forma que somente aquele computador com aquela placa de rede específica consiga ter acesso à Internet. Um outro exemplo é a utilização de redes wireless, cujo acesso de computadores remotos muitas vezes é limitado por uma filtragem de MAC, que permite que somente determinados endereços MAC tenham acesso à rede. Para modificar o seu MAC e tentar superar estas barreiras, ou para testar configurações e vulnerabilidades de segurança em nossas redes, podemos prosseguir da seguinte forma:

Inicialmente, precisamos determinar qual interface de rede (geralmente a placa de rede) terá o seu endereço MAC modificado. Para descobrir as interfaces que estão em uso no nosso computador, podemos digitar no terminal:

# ifconfig

De acordo com o retorno deste comando, podemos encontrar a interface desejada, que será identificada na forma ethX, onde X é um número gerado pelo sistema para identificar a interface.

Caso a interface esteja sendo utilizada, precisamos desligá-la antes de modificar o seu endereço MAC. Para fazer isso:

# ifconfig ethX down
Agora podemos inserir um novo valor de MAC através do comando
# ifconfig ethX hw ether xx:xx:xx:xx:xx:xx

Onde xx:xx:xx:xx:xx:xx deve ser substituído pelo novo endereço de MAC, por exemplo AA:BB:8A:BB:7A:CC

Em seguida, podemos iniciar novamente a interface:
# ifconfig ethX up

Ou caso sua rede precise ser configurada com algum endereço fixo (sem DHCP):

# ifconfig ethX 000.000.000.000 netmask 255.255.255.0

Substituindo 000.000.000.000 pelo IP determinado e 255.255.255.0 pela máscara determinada

Boa sorte! Abraços e beijo no coração

Nx Server - Uma ferramenta de acesso remoto realmente útil





Imagem: screenshot de uma máquina remota sendo executada daqui de casa.


Os testes mencionados no testo foram realizados com o servidor e o cliente NX sendo executados no sistema Ubuntu, um sistema baseado no Debian.

O NX Server é um programa incrível. Ele permite que os usuários de uma máquina a acessem remotamente através da Internet ou de uma rede local, como se estivessem sentados em frente à própria máquina. O NX abre uma sessão remota do X, que é, resumidamente, a parte responsável pela interface gráfica dos sistemas Linux, e permite que o usuário abra uma janela de comunicação remotamente, utilizando o seu mouse, teclado e monitor como se a máquina tivesse sendo acessada fisicamente.

Para garantir a segurança desta comunicação, o NX utiliza um túnel SSH para criptografar as informações trocadas e utiliza um sistema proprietário de compressão de imagens, que permite um acesso remoto fluido e com alta usabilidade.

CONFIGURAÇÃO DO SERVIDOR NX:


Para Configurar o Servidor NX na máquina a ser acessada, precisamos fazer o download dos seguintes pacotes no servidor:


# wget http://64.34.161.181/download/3.1.0/Linux/nxclient_3.1.0-6_i386.deb http://64.34.161.181/download/3.1.0/Linux/nxnode_3.1.0-6_i386.deb\ http://64.34.161.181/download/3.1.0/Linux/FE/nxserver_3.1.0-5_i386.deb

Em seguida, devemos instalar os pacotes nessa ordem:

# dpkg -i nxclient_2.0.0-98_i386.deb
# dpkg -i nxnode_2.0.0-98_i386.deb
# dpkg -i nxserver_2.0.0-74_i386.deb


O NX utiliza o SSH para a transferência de dados, portanto o SSH tem que estar instalado e configurado.
 
# apt-get install ssh

O NX é configurado por default pra inicializar junto com a máquina, mas se houver algum problema, podemos iniciá-lo com:

# /usr/NX/bin/nxserver --start

e desabilitá-lo com:

# /usr/NX/bin/nxserver --stop

A porta padrão utilizada pelo NX é a porta 22, já que ele usa o SSH para as transferências. Podemos mudar pra outra porta editando o "/etc/ssh/sshd_conf" no servidor e modificando a porta 22 pra qualquer outra. Em seguida precisamos informar ao NX server que a porta foi alterada. Para isso, basta editar o "/usr/NX/etc/node.cfg" e mudar o "SSHD_PORT=22" para o valor desejado. Depois é só reiniciar o servidor SSH e o Servidor NX:

# /etc/init.d/ssh restart
# /usr/NX/bin/nxserver --restart


CONFIGURAÇÃO E USO DO CLIENTE NX:

Na máquina cliente, precisamos somente instalar o nxclient:
 
# wget http://64.34.161.181/download/3.1.0/Linux/nxclient_3.1.0-6_i386.deb
# dpkg -i nxclient_2.0.0-98_i386.deb



Vamos ao que realmente interessa, que é a criação das conexões e a otimização do NX. Existem versões do cliente NX para várias distribuições Linux, Windows e Solaris, todas de download gratuito. Na maioria das distribuições Linux, ao instalar o cliente NX, são criados ícones no "Iniciar > Internet". Da primeira vez, use o "NX Connection Wizard" para criar a conexão inicial. Se o ícone não tiver sido criado, use o comando "/usr/NX/bin/nxclient -wizard" (usando seu login de usuário, não o root):


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Além do Ip do servidor, você precisa informar a porta que ele escutará. O NX usa o SSH para estabelecer a conexão, por isso a porta padrão é a 22. Se você manteve a configuração padrão do SSH, esta é apenas uma opção que vai passar despercebida, mas se você configurou o servidor SSH (no servidor) para escutar em outra porta, é necessário especificar a porta configurada.

De volta à configuração do cliente, estão disponíveis ainda opções com o nível de compressão dos dados e do tamanho da janela. Usando a opção "LAN", que é destinada a conexões via rede local, não existe perda de qualidade de imagem, mas, ao usar as demais opções, destinadas a conexões mais lentas, as imagens são comprimidas via JPG, o que garante uma atualização mais rápida, porém com uma certa perda de qualidade. Conforme você vai usando, os pixmaps vão sendo retransmitidos e substituídos por cópias sem compressão, fazendo com que a imagem vá ficando mais nítida.

Na segunda janela, temos outra opção importante, que é a seleção do ambiente gráfico usado. O cliente NX não é capaz de detectar automaticamente o ambiente gráfico usado no servidor, de forma que você precisa especificá-lo na criação da conexão. Ao acessar um servidor Linux com o KDE, escolha "Unix > KDE" e, ao acessar um servidor com uma distribuição baseada no Gnome, use o "Unix > Gnome":
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A opção "Select size of your remote desktop" permite especificar o tamanho da janela com a conexão remota. A opção "Available area" faz com que a janela ocupe todo o espaço útil do desktop, sem cobrir a barra de tarefas (o ideal na maioria das situações), mas você pode também especificar uma resolução qualquer, como "1000x700" ou "800x480". Não é necessário se prender às resoluções mais usadas, você pode utilizar qualquer valor.

O cliente NX se encarrega de criar ícones no desktop para as conexões criadas, o que facilita o acesso a elas:
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Entretanto, para ter acesso ao botão "Configure...", que dá acesso ao painel de configurações, você precisa abrir a conexão usando o ícone "NX Client" no menu, ou o comando "/usr/NX/bin/nxclient -wizard".
Ao acessar o menu de configuração, você tem acesso a um conjunto extra de opções. A primeira dica é a opção "Remember my password" na aba "General", que permite memorizar a senha de acesso. Marcando a opção "Use custom settings" você tem acesso a um menu com opções adicionais relacionadas à compressão da imagem:

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Aqui você tem a opção de ajustar o nível de compressão do JPG (os níveis mais altos são úteis em conexões via modem), usar compressão via RGB (um formato sem perda) ou desabilitar completamente a compressão usando a opção "Use plain X bitmaps". Esta última opção consome mais banda da rede (o que não chega a ser um problema em uma rede de 100 megabits), mas em troca usa menos processamento, tanto no servidor quanto no cliente. Ela é uma boa opção para uso em rede local, onde temos bastante banda disponível.

Na aba "Advanced" temos a opção "Disable ZLIB stream compression", mais uma opção interessante para melhorar o desempenho das conexões via rede local em clientes com pouco processamento.
A opção "Disable encryption of all trafic" faz com que o NX deixe de utilizar o SSH como meio de transporte e passe a transmitir todos os dados da conexão de forma insegura. Embora reduza o volume de processamento usado, ela não é uma boa opção, pois, além de eliminar a principal vantagem do NX (a segurança das conexões), ela complica a configuração do firewall no servidor e nos clientes.

Originalmente, o NX transmite todos os dados através de túneis criados através do SSH, de forma que você precisa apenas manter a porta 22 aberta no firewall do servidor para que tudo funcione. Os clientes não precisam de portas abertas e podem inclusive acessar o servidor através de um proxy.

Entretando, ao desativar a encriptação o NX passa a utilizar o SSH apenas para fazer autenticação e estabelecer a conexão inicial, mas depois utiliza um conjunto de portas entre a 5000 e a 5200 para a transmissão dos dados. Com isso, os clientes precisam não apenas estarem diretamente conectados ao servidor, mas também ficarem com as portas de 5000 a 5200 abertas no firewall, ou seja, é muito mais simples manter a opção desativada, deixando que o NX encripte todo o tráfego.

Logo abaixo temos as opções relacionadas aos caches, que comentei brevemente no início do post. Uma observação sobre ocache feito no HD (on disk) é que ele é permamente, ou seja, o espaço continuará sendo ocupado até que você use a opção "Remove all cache files". Se você acessa servidores remotos com frequência, sobretudo se o faz através de conexões lentas, o cacheem disco é bastante útil, pois reduz consideravelmente o volume de dados que precisam ser transferidos a partir da segunda conexão. Entretanto, se você acessa através da rede local, então o cache no HD só atrapalha, pois transferir os dados através da rede é mais rápido do que lê-los no HD. Nesse caso, configure-o com o valor "0", o que desativa o recurso.

O cache na memória, por outro lado, ajuda tanto em conexões locais quanto em conexões remotas. Se seu computador tem bastante memória disponível, é interessante reservar 64 MB ou mais.

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Na aba "Services", você tem a opção de ativar o compartilhamento de arquivos e impressoras entre o servidor e o cliente (Enable SMB print and file sharing), que permite que você acesse arquivos compartilhados na sua máquina de dentro da sessão remota e também imprima em impressoras compartilhadas na sua máquina. Esta opção é bastante interessante, pois permite que você trabalhe nos arquivos da sua máquina, usando os programas instalados no servidor.

Para que a opção funcione, é necessário que você crie os compartilhamentos no cliente (no caso dos clientes Linux você pode usar o Samba), mantenha o servidor Samba instalado e ativo no servidor e cadastre os compartilhamentos que serão mapeados usando o botão "Resources > Add".

A opção "Enable CUPS printing" logo abaixo é similar, permitindo que você imprima em uma impressora instalada na sua máquina a partir do servidor, mas ela é destinada a clientes Linux usando o Cups. Finalmente, a opção "Enable multimedia support" compartilha o dispositivo de som, permitindo que os fluxos de áudio gerados dentro da sessão do NX sejam tocados nas caixas de som do seu computador. Com isso, ao ouvir um MP3, o som será transportado via rede e tocado no seu computador e não no servidor.

Continuando, além de abrir um desktop completo (como no VNC), o NX pode ser configurado para abrir um aplicativo específico. Isso é especialmente útil quando você tem clientes Windows que precisam executar um aplicativo específico a partir de um servidor Linux. Para isso, abra a janela de configuração e, na aba "General", selecione a opção "Desktop > Unix > Custom" e clique no botão "Settings":

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Na janela que será aberta, marque a opção "Run the following command" e especifique o comando do aplicativo que você deseja que seja executado, como, por exemplo, "firefox" ou "gimp". Marque também a opção "Floating window" ao invés de "New virtual desktop". Com isso, o aplicativo remoto será aberto na sua máquina como se fosse um aplicativo local, inclusive aparecendo na barra de tarefas.

Este recurso é especialmente interessante em clientes Windows, já que perite executar aplicativos Linux instalados no servidor de forma transparente, lado a lado com os programas do Windows:
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Um detalhe interessante é que se você abrir um terminal usando a opção "Run the console", você poderá chamar qualquer outro aplicativo instalado no servidor a partir dele. No screenshot anterior, por exemplo, configurei o cliente NX para abrir uma janela do Konsole, que usei para abrir o Gimp, o Kopete e o Kaffeine. Como pode ver, todos estão sendo executados integrados ao desktop do Windows, com janelas próprias e botões na barra de tarefas.

Ao criar uma nova conexão, o cliente NX oferece a opção de criar um ícone no desktop. Ao clicar sobre o ícone criado, é aberto o aplicativo configurado, que é exibido no cliente como se fosse um aplicativo nativo, aparecendo na barra de tarefas. É uma boa forma de executar aplicativos Linux no Windows e impressionar seus amigos, ou "quebrar o gelo" dentro de projetos de migração, implantando os aplicativos Linux que serão futuramente usados, inicialmente dentro do Windows (através do NX) e, depois, nativamente.

Alguns trechos e imagens foram retirados de: http://www.guiadohardware.net

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Compartilhando o mesmo teclado e mouse para vários computadores

Cansado de ter que lidar com um grande emaranhado de teclados e mouses no seu escritório ou área de trabalho? Através do uso do Synergy, voce pode facilmente compartilhar o mesmo teclado e mouse entre diversas máquinas, mesmo que estas rodem sistemas operacionais distintos nativamente!
No meu caso, em meu escritório, eu utilizo dois monitores ligados a um Desktop Linux e um notebook rodando Windows XP. Nesta situação, acabo me complicando e fico sempre sem saber em qual teclado eu estou digitando e em qual mouse estou mexendo. No meu caso, com o uso do Synergy, eu consigo utilizar somente um teclado e um mouse, e quando o mouse chega na borda do monitor mais próximo do notebook, ele é “transportado” de forma transparente para a tela do portátil, parecendo que estamos lidando com uma só maquina integrada!
O QuickSynergy é uma versão gráfica de configuração do Synergy. Até bem pouco atrás, eu tinha que configurar manualmente as configurações do synergy editando os arquivos de configuração. O aparecimento desta versão gráfica é realmente uma mão na roda.
O Synergy utiliza a própria rede da sua casa para realizar a sicnronização dos periféricos. Mesmo utilizando a rede sem fio do Notebook, o programa funciona de forma perfeita, sem travamentos, de forma que não podemos sequer acreditar que estamos usando um mouse e um teclado controlados remotamente pela rede. Precisamos escolher uma das máquinas para ser o servidor, no caso a máquina conectada ao teclado e ao mouse que desejamos utilizar remotamente, e todas as outras máquinas se conectarão a ela no modo cliente.
QuickSynergy

Podemos instalar o QuickSynergy através do pacote quicksynergy, ou executando o comando abaixo no terminal:
# sudo apt-get install quicksynergy

Para executar (no Ubuntu): Aplicativos -> Acessorios -> QuickSynergy.

No lado servidor:

Na aba Share, digitamos os hostnames dos clientes que se conectarão ao servidor. No meu caso, o nome do meu portátil, home-notebook. Em seguida, clicamos em Start e o servidor vai começar a aguardar por conexões. Neste momento, o QuickSynergy vai fechar, mas o servidor continuará funcionando. Para parar o servidor, basta abrir o QuickSynergy denovo.

No lado cliente:

Na aba Use, digite o endereço IP do servidor. Na aba Settings marque a opção Keep synergy running, pois assim você poderá fechar a janela do QuickSynergy sem desconectar do servidor. Para conectar ao servidor, clique em Start.

Dicas:

Podemos encontrar o endereço IP e o hostname através destes simples comandos executados no terminal:
  • IP: digite ifconfig no terminal
  • Hostname: digite hostname no terminal
fonte: http://www.tombuntu.com

Instalando o Adobe Flash Player no Debian (Linux) 32-bits

Os plugins para Flash encontrados no Linux frequentemente não são compatíveis com o formato de Flash proprietário da Adobe, de forma que alguns sites específicos e aplicativos Web podem apresentar erros ou simplesmente não funcionar em outros players de Linux, como o Gnash e o Swfdec. Como exemplo, podemos citar o aplicativo BuddyPoke do Orkut, que apresenta mal funcionamento no Linux, de acordo com o que ouvimos de algumas pessoas. Para resolver estes problemas, podemos realizar estes simples passos para instalar o plugin proprietário da Adobe e assim poder visualizar todo o conteúdo Flash disponível na Internet sem problemas.

Inicialmente, editamos a nossa lista de repositórios:

# gedit /etc/apt/sources.list

Em seguida, adicionamos a seguinte linha neste arquivo:

deb http://www.backports.org/debian etch-backports main contrib non-free

Após salvar e fechar o arquivo, podemos proceder com os seguintes comandos no terminal:

# wget -O - http://backports.org/debian/archive.key | apt-key add -
# apt-get update
# apt-get -t etch-backports install flashplugin-nonfree


Após a instalação, basta reiniciar o Firefox ou o Iceweasel e aproveitar!